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Óleo de peixe e seus benefícios desde a gestação

Suplemento é indicado em qualquer fase da vida e ajuda no combate a doenças neurológicas e cardíacas 

Muitos são os benefícios que o óleo de peixe causa na vida das pessoas, sendo indicado, inclusive, desde a gestação até a velhice. Mas, nosso corpo não consegue, somente por meio da alimentação, converter a quantidade necessária, sendo indicada a suplementação.

A médica nutróloga Marcella Garcez Duarte, responsável pelo departamento de Nutracêuticos da Associação Brasileira de Nutrologia, explica que a excelência do óleo de peixe está ligada à diversos fatores. “O óleo de peixe é um composto de ácidos graxos, dentre eles, o ômega 3, que tem outros vários ácidos em sua composição única, com grande destaque farmacológico para o EPA (Ácido Eicosapentaenóico) e o DHA (Ácido Decosa-hexaenóico).”

A especialista detalha que os peixes, principalmente os de águas frias, devido ingerirem algas, conseguem converter muito bem o ômega 3 no fígado, chegando a 75%, enquanto que o ser humano atinge apenas uma média de 5% com a alimentação.

Os peixes têm excelentes concentrações de EPA e DHA. “As variações de conversão dependem do tipo de peixe, do tipo de técnica usada na produção do óleo, desde sua extração até o armazenamento pelas indústrias. Podemos encontrar óleo de peixe de todo preço, de R$ 15 a R$ 150, por exemplo, mas o que vai determinar a qualidade do produto é a quantidade de EPA e DHA na composição”, alerta a nutróloga.

A farmacêutica Aline Araújo dos Santos detalha que geralmente são encontradas no mercado várias concentrações de EPA e DHA, sendo mais usuais os percentuais de 18% e 12%, respectivamente. “Por dia é indicado o consumo de no mínimo três cápsulas junto com a refeição, mas essa quantidade irá depender das concentrações de EPA e DHA em cada cápsula.”

A nutróloga Marcella Garcez Duarte completa ainda que o DHA do ômega 3 é importante para o revestimento dos neurônios, membrana da retina, impulsos luminosos e, inclusive, para a formação do embrião. “É muito indicado para as gestantes, pois o ômega 3 passa para o leite materno e permite que a criança possa consumi-lo sempre. O consumo da cápsula ajuda a garantir que o organismo tenha a quantidade satisfatória de ômega 3”, conclui a médica.

A nutricionista clínica funcional e vice-presidente da Associação Paulista de Nutrição, Aline Richter, explica que a fonte primária desses óleos essenciais são os peixes, principalmente os de águas frias e profundas, como o arenque, salmão, truta, cavala, anchova, atum e sardinha.

“Uma alimentação equilibrada e rica em verduras, legumes e frutas é essencial para que o organismo desempenhe suas funções vitais adequadamente. Um suplemento nunca irá substituir um alimento, mas poderá fazer parte de um contexto desde que sua indicação seja feita por um profissional de acordo com a necessidade de cada indivíduo. Por ser uma excelente fonte de ômega 3, o óleo de peixe reduz o risco de doenças cardiovasculares e arritmias cardíacas, porém, não elimina a probabilidade do aparecimento. Pode atuar aumentando os níveis de HDL – colesterol bom – e reduzindo os de LDL – colesterol ruim”, conclui a especialista.

MITOS E VERDADES

Muito se houve falar que métodos caseiros de congelamento da cápsula de óleo de peixe podem atestar se o produto é de qualidade ou não. Mas, de acordo com a farmacêutica Aline Araújo dos Santos, nenhum teste caseiro permite ter essa comprovação. “Após a retirada do freezer, em alguns instantes em temperatura ambiente, as cápsulas se tornam novamente líquidas e transparentes, não possibilitando atestar nem a qualidade e tampouco a pureza do produto.

Outro mito que tenta comprovar a qualidade do óleo de peixe, mas que não é real é o teste do isopor, que quimicamente é um polímero de poliestireno. Aline Araújo explica que a forma éster de óleo de peixe nada mais é que uma reação de esterificação, no qual o etanol é utilizado na conversão, para aumentar a concentração do produto. Em vídeo espalhado pela internet, a apresentação é feita erroneamente. Quimicamente, o álcool (OH) é convertido em um éster e, portanto, não mais está presente na molécula.

A especialista pontua que quimicamente apenas uma substância polar dissolve outra polar e apolares dissolvem substâncias apolares, o que entende a polaridade como maneira simplificada da diferença da carga elétrica entre os lados opostos da molécula.

Aline Araújo acrescenta que o óleo de peixe presente no mercado se apresenta em duas formas de extração, a etil éster conhecida como EE, e triglicerídeos conhecido como TG. Com teste realizado percebe-se que com a forma EE ocorre nada mais que uma reação de esterificação.

“A divulgação de que a forma éster de peixe pode dissolver o isopor simplesmente reflete o fato de que a forma éster de peixe possui polaridade extremamente próxima ao do isopor” o que não acontece quando o óleo de peixe é fabricado sobre a forma TG , conclui a farmacêutica.

 

Fontes:

Aline Richter – nutricionista clínica funcional e vice-presidente da APAN (Associação Paulista de Nutrição)

Contato: Instagram: @nutrialinerichter

Marcella Garcez Duarte – médica nutróloga e responsável pelo departamento de Nutracêuticos da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia)

Contato: www.marcellagarcez.com

Aline Araújo dos Santos – farmacêutica bioquímica responsável técnica da Empresa Sorocaps

Contato: aline@@sorocaps.com.br

 

8 comentários em “Óleo de peixe e seus benefícios desde a gestação”

  1. Gostaria de saber se o ômega 3 de vocês são originados de peixes que vivem em águas profundas e frias em mares fora do Brasil, ou se são originados de peixes criados em cativeiros.

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